Palavra do Doutor


Lloyd-Jones
Temas: Moralidade, Lei, Pregação

Ensinar moralidade é, falando de forma geral, uma absoluta perda de tempo. O melhor resultado que se pode alcançar com isso é assustar certas pessoas medrosas quanto a certos pecados específicos. Não fará nada além disso. Ela não pode transformar o coração, não pode mudar os desejos e não pode transformar o homem.

Fonte: The Law: Its Functions and Limits (Rm 7:1-8:4) - Ed Zondervan - p.80 (tradução Juliano Heyse)

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Temas: Amor

Você não pode amar o seu próximo como a si mesmo enquanto não amar a Deus. Você nunca terá visão correta de si e do seu próximo enquanto não se tenha observado, e a ele, primeiramente à vista de Deus.

Fonte: Estudos no Sermão do Monte - Ed Fiel

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Temas: Igreja, História

Talvez não exista nada que tenha denegrido tanto a glória de Deus como a história do Seu povo na Igreja. Por isso vou tratar deste assunto sobre aprender da história. O famoso dito de Hegel faz-nos lembrar que ‘O que aprendemos da história é que não aprendemos nada da história’. Ora, no que se refere ao mundo secular, essa é uma verdade plena e indubitável. A história da raça humana mostra isso claramente. A humanidade, em sua loucura e estupidez, sempre repete os mesmos erros. Não aprende, e se nega a aprender. Mas não aceito isso como sendo próprio do cristão. O meu ponto de vista é que o cristão deve aprender da história, que , por ser cristão, é seu dever fazer isso, e deve animar-se a fazê-lo.

Isso tudo indica que o cristão deve aprender da história. (…) O meu argumento é que, para nós, é sempre essencial suplementar a nossa leitura teológica com a leitura da história da Igreja. (…) Se não, corremos o perigo de nos tornarmos abstratos, teóricos e acadêmicos em nossa visão da verdade; e, deixando de relacioná-la com os aspectos práticos da vida diária, logo estaremos em dificuldade.

Fonte: Os Puritanos: Suas Origens e seus Sucessores - Ed PES - Pág. 225

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Temas: Igreja

O maior problema da Igreja cristã hoje é que ela é parecida demais com um hospital; por isso grande parte do mundo vai indo para o inferno! “Todos sofremos” - para citar Charles Lamb outra vez - “com as misérias e sarampos da alma, e tomando o nosso pulso, falando sobre nós e sobre os nossos temperamentos e sobre o nosso estado subjetivo”. Perdemos o conceito do exército de Deus, e do Rei da justiça nesta luta contra o reino do mal. “Que posso fazer para ser libertado?”, inclinamo-nos a dizer. Respondo: olhe para a grande campanha, olhe para ela objetivamente, olhe para ela do ponto de vista de Deus. Esqueça-se de si mesmo e dos seus problemas e males por um momento; lute no exército. Não é de uma clínica que você precisa; você deve compreender que estamos em barracas militares, e que estamos envolvidos numa extraordinária campanha.

Fonte: Romanos - Cap. 6 - O Novo Homem - Ed PES - Pág. 229

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Temas: Perseverança dos Santos, Segurança da Salvação, Pecado

Você não pode entrar e sair da graça; não pode ser salvo um dia e não estar salvo no dia seguinte, não pode ir para lá e para cá. Ou você está sob o domínio do pecado e de satanás, ou está sob o domínio da graça e de Deus. Se você é filho de Deus, você continua sendo filho de Deus, e, quando pecar, não deixará de ser filho de Deus. Quando o seu filho faz deliberadamente o contrário do que você lhe disse que fizesse, não deixa de ser seu filho. Ele está pecando como filho, e não se torna um estranho porque pecou. A mesma coisa se dá conosco, como cristãos que somos, quando pecamos contra Deus. Portanto, se compreendemos isso, nunca mais permitiremos que o pecado nos leve de volta, por assim dizer, ao princípio, e que nos faça duvidar se somos salvos ou não. Ao contrário, devemos dar-nos conta de que toda vez que pecamos, pecamos deliberadamente como filhos de Deus. Não mais estamos meramente infringindo ou ofendendo a Lei; agora estamos ferindo o amor. Isso é muito mais grave, mas não é uma ofensa legal.

Fonte: Romanos - Cap. 6 - O Novo Homem - Ed PES - Pág. 190

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Temas: União com Cristo, Salvação, Pecado Original

Apeguemo-nos, pois, ao que importa, que é a união com Cristo. É porque estamos unidos a Ele que derivamos dEle todos estes benefícios. É porque estamos unidos a Ele que a nossa salvação final está garantida, pois tudo o que aconteceu com Ele acontece conosco. A mesma coisa sucedia quando estávamos unidos a Adão. Foi aquele pecado único de Adão que trouxe sobre nós todas as más conseqüências. E é a ação de Cristo que traz sobre nós todas as bençãos. Assim como estávamos unidos a Adão, assim estamos agora unidos a Cristo - essa é a doutrina.

Fonte: Romanos - Cap. 6 - O Novo Homem - Ed PES - Pág. 55

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Temas: Conversão, Novo Nascimento, Espírito Santo, Evangelismo

Ninguém pode fazer outra pessoa tornar-se um cristão; também eu e você não podemos decidir que nos uniremos ao Senhor. Só o poder do Espírito Santo pode nos unir a Ele. (…) É por isso que eu nunca tento assustar as pessoas para que entrem no Reino de Deus. Eu nem mesmo chamo as pessoas à frente ao final de um culto. Eu sei que quando o Espírito de Deus tratou com elas, transformou-as e deu a elas um novo coração e uma nova mente, elas virão e me contarão ou contarão a alguma outra pessoa. Eu não desejo uma decisão imediata porque eu sei que até mesmo eu posso produzir decisões. A eloquência de um homem ou o uso de luzes ou música podem produzir decisões. Mas eu não faço isso. Eu simplesmente ponho a verdade diante das pessoas, e é somente o Espírito do Deus vivo que pode aplicar essa verdade, e Ele o faz.

Fonte: Courageous Christianity - Ed Crossway Books - p.299 (Trad. Juliano Heyse)

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Temas: Oração

Os grandes santos, por exemplo, sempre passaram muito tempo em oração, na presença do Senhor. Porém tendemos a pensar que a maneira de ser um santo é passar muito tempo em oração e na presença de Deus. Mas, o ponto que precisa ser salientado, no caso dos grandes santos não é que eles passavam longo tempo em oração. Eles não viviam de olho no relógio. Sabiam que estavam na presença de Deus, e, por assim dizer, penetravam na eternidade. A oração era a vida deles, e não sabiam viver sem orar. Não se preocupavam em calcular o tempo despendido em oração. No momento em que um crente começa a agir assim, torna-se mecânico, e terá arruinado sua vida de oração.

Fonte: Estudos no Sermão do Monte - Ed Fiel - p.316

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Temas: Culto, Evangelismo, Música, Testemunho, Pregação

Pior ainda tem sido a incrementação do elemento de entretenimento no culto público - o emprego de filmes e o uso de mais e mais cânticos; a leitura da Palavra e a oração foram drasticamente abreviadas, porém, mais e mais tempo foi sendo consagrado aos cânticos. Já existe um “especialista de música” como se fora uma nova espécie de oficial eclesiástico, e ele conduz os cânticos, e supostamente compete-lhe produzir o ambiente próprio. Porém, ele gasta tanto tempo para produzir o ambiente próprio que não resta tempo para a pregação nesse ambiente. Tudo isso faz parte da depreciação da mensagem.

Então, como se não bastasse, há a apresentação de testemunhos. É interessante observar que à medida que a pregação como tal vem declinando, os pregadores mais e mais se têm utilizado das pessoas para que dêem seus testemunhos; principalmente se são pessoas importantes em qualquer ramo da vida. Dizem que isso atrai as pessoas para o Evangelho, persuadindo-as a dar-lhe ouvidos. Quando se puder encontrar um almirante, um general ou qualquer outra pessoa que tenha um título especial, ou um jogador de futebol, ou um ator, atriz ou estrela de cinema, ou cantor de música popular, ou qualquer outro personagem bem conhecido do público, então que se dê a tal pessoa a oportunidade de dar seu testemunho. Isso é reputado como algo muito mais valioso do que a pregação e a exposição do Evangelho. Vocês já notaram que classifiquei tudo isso sob o termo “entretenimento”? Acredito que todas essas coisas não passam disto. Mas é isso que a Igreja vem procurando, ao mesmo tempo em que tem voltado as costas para a pregação.

Fonte: Pregação e Pregadores - Ed Fiel - p.12

Lloyd-Jones
Temas: Bíblia, Estudo Bíblico

E é por isso que me parece que você devem concordar comigo que as chamadas ‘Caixas de Promessas’ são completamente antibíblicas. Não somente podem ser enganosas e introduzir um elemento de acaso ou quase de mágica, mas também fazer uso delas é violar as Escrituras. Jamais devemos tomar uma declaração das Escrituras isolada de seu contexto.

Além disso, falando em termos gerais, vocês verão que, se estiverem em dificuldade acerca de algum declaração, em qualquer parte das Escrituras, o contexto, só por si, será o seu melhor guia quanto à exposição que irão fazer - muito mais importante do que o conhecimento do grego ou hebraico, ou de qualquer coisa desse gênero.

Fonte: Romanos - O Justo Juízo de Deus - p.120 (editora PES)

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