
Temas: Culto, Evangelismo, Música, Testemunho, Pregação
Pior ainda tem sido a incrementação do elemento de entretenimento no culto público - o emprego de filmes e o uso de mais e mais cânticos; a leitura da Palavra e a oração foram drasticamente abreviadas, porém, mais e mais tempo foi sendo consagrado aos cânticos. Já existe um “especialista de música” como se fora uma nova espécie de oficial eclesiástico, e ele conduz os cânticos, e supostamente compete-lhe produzir o ambiente próprio. Porém, ele gasta tanto tempo para produzir o ambiente próprio que não resta tempo para a pregação nesse ambiente. Tudo isso faz parte da depreciação da mensagem.
Então, como se não bastasse, há a apresentação de testemunhos. É interessante observar que à medida que a pregação como tal vem declinando, os pregadores mais e mais se têm utilizado das pessoas para que dêem seus testemunhos; principalmente se são pessoas importantes em qualquer ramo da vida. Dizem que isso atrai as pessoas para o Evangelho, persuadindo-as a dar-lhe ouvidos. Quando se puder encontrar um almirante, um general ou qualquer outra pessoa que tenha um título especial, ou um jogador de futebol, ou um ator, atriz ou estrela de cinema, ou cantor de música popular, ou qualquer outro personagem bem conhecido do público, então que se dê a tal pessoa a oportunidade de dar seu testemunho. Isso é reputado como algo muito mais valioso do que a pregação e a exposição do Evangelho. Vocês já notaram que classifiquei tudo isso sob o termo “entretenimento”? Acredito que todas essas coisas não passam disto. Mas é isso que a Igreja vem procurando, ao mesmo tempo em que tem voltado as costas para a pregação.
Fonte: Pregação e Pregadores - Ed Fiel - p.12