Livros


Pastoreando a Igreja de Deus - Ed. Fiel

O Pr. Gilson Santos divulgou em seu blog Ex Corde um lançamento da Editora Fiel: Pastoreando a Igreja de Deus do Pr. da Southwoods Baptist Church em Memphis, nos EUA. Recomendo a leitura da resenha do Pr. Gilson e a compra de mais este livro. O título original é “Elders in Congregational Life: Rediscovering the Biblical Model for Church Leadership” algo como “Presbíteros na Vida Congregacional: Redescobrindo o Modelo Bíblico de Liderança de Igreja”. O prefácio é do Pr. Mark Dever.

Livros como este e também todos os escritos de Mark Dever ganham uma credibilidade extra por eles serem pastores ativos nas suas igrejas e que implantaram com sucesso o modelo de presbíteros. Lembro que o capítulo 26 da Confissão de Fé Batista de 1689 sempre preconizou a existência destes oficiais:

“(…)
7. De acordo com a mente de Cristo, declarada na Palavra, Deus deu a cada uma dessa igrejas todo poder e autoridade necessários ao desempenho da forma de adoração e de disciplina por Ele instituídas para a observância na igreja, com mandamentos e normas para a aplicação devida e o emprego correto desse poder.

8. Uma igreja local, reunida e completamente organizada de acordo com a mente de Cristo, consiste de oficiais e membros. Os oficiais designados por Cristo serão escolhidos e consagrados pela igreja congregada. São eles os anciãos (ou bispos) e os diáconos; cabe-lhes especificamente a administração das ordenanças [Batismo e Ceia do Senhor] e o exercício do poder ou do dever com que foram instruídos, ou para o qual foram chamados por Cristo. Este sistema deve ser mantido na igreja, até o fim do mundo.

9.O modo designado por Cristo para o chamamento de uma pessoa capacitada e dotada pelo Espírito Santo, ao ofício de bispo ou ancião da igreja, é a escolha pelo consenso da igreja. Os bispos serão consagrados solenemente, com jejum, oração, e a imposição de mãos pelos anciãos da igreja (caso exista algum). Os diáconos serão escolhidos por igual eleição e consagrados por oração e imposição de mãos.

10. A incumbência dos pastores é atender constantemente à obra de Cristo nas igrejas, no ministério da Palavra e da oração, zelando pelo bem espiritual das almas que lhes foram confiadas, e das quais terão que prestar contas a Cristo. As igrejas têm a incumbência de prestar todo o respeito que é devido aos seus ministros; e fazê-los participantes de todas as boas coisas materiais, de acordo com as possibilidades de cada igreja, para que os ministros possam viver confortavelmente e não tenham que emaranhar-se em ocupações seculares, podendo também exercer hospitalidade para com os outros. Isto é requerido pela própria lei da natureza, e pelo mandato expresso de nosso Senhor Jesus, que ordenou “aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho”. “

Notem que o meio para escolha não é uma eleição, mas o consenso da igreja. Entendo que isso é muito importante. O presbitério batista tem profundas raízes congregacionais. E como Mark Dever tão bem coloca na nona marca de uma igreja saudável, não há perda do congregacionalismo por existir um presbitério. Creio que isso é muito importante. Uma igreja que não é congregacional no seu governo não pode legitimamente ser chamada de batista. Pode ser complicado encontrar o equilíbrio em tudo isso, mas quem disse que seria fácil?

Livros que estou lendo ou relendo:

Courageous ChristianityCourageous Christianity - D.M. Lloyd-Jones

Romans - Assurance - Chapter 5 Romans - Assurance - Chapter 5 - D.M. Lloyd-Jones

O Spurgeon que foi esquecido O Spurgeon que foi esquecido - Iain Murray

Com Vergonha do Evangelho Com Vergonha do Evangelho - John MacArthur Jr.

Louvor em Crise Louvor em Crise - Peter Masters

A Era dos Reformadores História Ilustrada do Cristianismo - Vol. 6 - A Era dos Reformadores - Justo Gonzales

No dia 19/09 publiquei um artigo do Tim Challies com 10 dicas para ler mais e melhor. Naquele artigo, no último item, Challies referia-se a listas de livros de extrema influência na vida de grandes homens de Deus da atualidade.

A lista, em inglês, pode ser vista aqui. É muito interessante ver estas listas. John MacArthur, por exemplo, tem na sua lista de 10 livros, 2 do Dr. Lloyd-Jones e 3 de autores puritanos. A.W.Pink, John Stott e J.I. Packer também aparecem.

Sproul tem 2 de Lutero, 1 de Calvino e 2 de Jonathan Edwards. Mark Dever e seu IX Mark Ministries, apresenta duas listas: uma para leigos e outra para pastores. A biografia de Lloyd-Jones (da autoria de Iain Murray) aparece mais de uma vez, na lista de Dever e de Tom Ascol. Há muitos livros preciosos em todas as listas. Tentemos adquiri-los e lê-los.

Lembro-me de como aprendi a ler em inglês só para poder ler a biografia de Lloyd-Jones - 381 páginas no volume 1 e mais 809 no volume 2. Que benção que foi ler cada linha daqueles livros. As dificuldades foram irrisórias para poder aprender tanto com este grande servo de Deus. Nunca deixemos de valorizar os livros a que temos acesso. Como disse A.A. Hodge: “a Bíblia é uma só, mas são muitas as interpretações”. Perguntemos aos antigos homens de Deus qual é a correta.

É interessante notar que todo grande homem de Deus aprendeu com outros grandes homens de Deus que vieram antes dele. Essa é a maravilhosa dinâmica da Igreja de Cristo, que transcende tempo e espaço. Graças a Deus!