Igreja


Com muita satisfação, tivemos a alegria de aprovar o novo nome da igreja da qual sou membro no último dia 22 de novembro. Passa a se chamar Igreja Batista Reformada Vida Nova. A intenção é realmente vincular-se às doutrinas centrais do evangelicalismo reformado, identificando-se com homens como John Bunyan e Charles Spurgeon, dois batistas particulares “de peso”. Fico muito feliz com isso e espero que possamos, com a graça de Deus, realmente fazer jus ao nosso novo nome.

Quem quiser nos visitar, aí vai nosso endereço: Servidão Antônio Irineu da Silva 325, Córrego Grande, Florianópolis-SC. Cultos aos domingos às 10h00m.

Você pode ver o mapa clicando aqui

Lloyd-Jones
Temas: Igreja, História

Talvez não exista nada que tenha denegrido tanto a glória de Deus como a história do Seu povo na Igreja. Por isso vou tratar deste assunto sobre aprender da história. O famoso dito de Hegel faz-nos lembrar que ‘O que aprendemos da história é que não aprendemos nada da história’. Ora, no que se refere ao mundo secular, essa é uma verdade plena e indubitável. A história da raça humana mostra isso claramente. A humanidade, em sua loucura e estupidez, sempre repete os mesmos erros. Não aprende, e se nega a aprender. Mas não aceito isso como sendo próprio do cristão. O meu ponto de vista é que o cristão deve aprender da história, que , por ser cristão, é seu dever fazer isso, e deve animar-se a fazê-lo.

Isso tudo indica que o cristão deve aprender da história. (…) O meu argumento é que, para nós, é sempre essencial suplementar a nossa leitura teológica com a leitura da história da Igreja. (…) Se não, corremos o perigo de nos tornarmos abstratos, teóricos e acadêmicos em nossa visão da verdade; e, deixando de relacioná-la com os aspectos práticos da vida diária, logo estaremos em dificuldade.

Fonte: Os Puritanos: Suas Origens e seus Sucessores - Ed PES - Pág. 225

Desde que coloquei no site bomcaminho.com o artigo Os Cinco Pontos das Igrejas Batistas Reformadas, sempre tive a intenção de escrever um post aqui no blog para deixar claro que a definição do Pastor David Charles é um tanto estreita, não representando todas as igrejas que poderiam ser chamadas legitimamente de “batistas reformadas”.

O tempo passou e nunca consegui cumprir meu propósito. Felizmente, o Pastor Gilson Santos em seu excelente Ex Corde, fez exatamente essa ressalva e, como era de se esperar, com muito mais propriedade do que eu poderia fazer.

Creio que sempre conviveremos com esse problema de definições: Alguns irmãos, no anseio de não deixar de fora nada do que crêem, estreitam demais as definições; e outros, não querendo cometer a injustiça de deixar de fora alguém que não deveria ficar de fora, tendem a alargá-las. É difícil achar o ponto certo. Precisamos conviver com isso.

Para mim, o Pastor Gilson tem toda razão. Uma definição ampla como a do Pastor Juan de Paula, no seu Café com Bíblia, já é bastante razoável.

O que importa é que Deus tem feito crescer o número de igrejas batistas reformadas e de cristãos batistas reformados no Brasil e no mundo. Isso é muito bom! Soli Deo Gloria.

Queridos irmãos, conforme já devem ter percebido, tenho atualizado o site com uma freqüência menor que a normal. Isso se deve ao fato de estarmos envolvidos, na minha igreja, com o CTB (Centro de Treinamento Bíblico) que ocorre duas vezes por ano e é composto de 8 aulas de 3 horas ministradas a cada domingo à tarde, totalizando 24 horas de aula. É um momento muito importante para a igreja e uma prática que eu recomendo para qualquer igreja que queira fortalecer seus membros no conhecimento da Palavra. É como um mini-seminário em que toda a igreja pode se envolver.

Gostaria de aproveitar para chamar a atenção dos irmãos e amigos para um quadro disponível desde a semana passada em nosso site, que pede orações por algum povo não alcançado do mundo. Este quadro, apesar de estar em inglês é de fácil compreensão e é alterado diariamente conforme as informações do Joshua Project. O Joshua Project é um trabalho que procura mensurar estatisticamente a obra da grande comissão no mundo. Lá você pode ver que povos estão sendo alcançados em cada país do mundo e ver inclusive um mapa mundi que ilustra o atual estado de coisas. Que Deus use esta ferramenta para despertar muito mais obreiros para proclamarem a sua mensagem às pessoas que nunca ouviram falar dEle.

O quadro, no nosso site, pode ser encontrado rolando à página principal, à direita, logo abaixo do contador de acessos. Hoje, por exemplo, pede-se orações pelo povo Damai, do Nepal, formado por uma população de aproximadamente 481.000, e com 0,00% de evangélicos. E só o Evangelho salva!

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” - Mateus 24:14

Lloyd-Jones
Temas: Igreja

O maior problema da Igreja cristã hoje é que ela é parecida demais com um hospital; por isso grande parte do mundo vai indo para o inferno! “Todos sofremos” - para citar Charles Lamb outra vez - “com as misérias e sarampos da alma, e tomando o nosso pulso, falando sobre nós e sobre os nossos temperamentos e sobre o nosso estado subjetivo”. Perdemos o conceito do exército de Deus, e do Rei da justiça nesta luta contra o reino do mal. “Que posso fazer para ser libertado?”, inclinamo-nos a dizer. Respondo: olhe para a grande campanha, olhe para ela objetivamente, olhe para ela do ponto de vista de Deus. Esqueça-se de si mesmo e dos seus problemas e males por um momento; lute no exército. Não é de uma clínica que você precisa; você deve compreender que estamos em barracas militares, e que estamos envolvidos numa extraordinária campanha.

Fonte: Romanos - Cap. 6 - O Novo Homem - Ed PES - Pág. 229

Segue o texto, extraído da revista FIDES REFORMATA, do segundo semestre de 1997, da autoria de AUGUSTUS NICODEMUS:

“Este ponto (a necessidade de usar a pregação expositiva) fica reforçado pelos resultados de uma pesquisa recente, feita por Thom Rainer e sua equipe, entre 576 das igrejas que evangelizam mais eficazmente nos Estados Unidos. Rainer publicou os resultados sob forma de livro.(18) Ele admite que muita coisa foi como ele esperava, mas num capítulo intitulado “Dez Surpresas” ele fala de algumas descobertas inesperadas, pois num certo sentido vão de encontro a alguns conceitos popularizados pelo movimento de crescimento de igrejas. Destaco algumas dessas surpresas:

1. Das igrejas que mais crescem nos Estados Unidos, poucas usam eventos evangelísticos, como, por exemplo, campanhas evangelísticas com pregadores conhecidos e corais convidados. A maioria dessas igrejas considerou ineficaz a promoção desses eventos. Elas gastam muito dinheiro, recursos e tempo na preparação, e somente uns poucos dos que se decidem durante o evento acabam ficando e sendo batizados nas igrejas. Em geral, as igrejas que mais crescem são as que simplesmente mantêm sua programação regular de cultos.

2. Ministérios durante a semana não são necessariamente eficazes para o crescimento da Igreja . Na maioria das igrejas que estão crescendo, o número maior de convertidos vêm dos cultos regulares, especialmente aos domingos. Alguns estudiosos têm defendido o que chamam de “igrejas de sete dias por semana,” que oferecem toda sorte de atividades à comunidade, como creches, escolas, e outros ministérios. Alguns até mesmo defendem que há estreita relação entre essas atividades semanais e o crescimento de igrejas. A pesquisa de Rainer, porém, aponta na direção oposta.

3. A evangelização tradicional está viva e “passando bem.” O antigo método de evangelismo porta-a-porta tem sido descartado por algumas autoridades em crescimento de igrejas como ultrapassado. Inesperadamente, a equipe de Rainer descobriu que a maioria das igrejas que crescem ainda se utilizam eficazmente desse método. Os líderes destas igrejas disseram que a resistência encontrada nas casas visitadas era a mesma de alguns anos passados. Mas o que importa, disseram, é que a igreja tem de obedecer ao “ide” de Jesus.

4. A localização da igreja não é um fator decisivo no crescimento evangelístico das igrejas. Esta descoberta contraria um princípio central do movimento de crescimento de igrejas, que a localização é fator determinante na plantação de uma nova igreja. Rainer reconhece que uma boa localização oferece mais oportunidades para crescimento. Porém, a boa localização em si não garante o crescimento do número de conversões . Das igrejas entrevistadas pela sua equipe, nove dentre dez responderam que a sua localização não teve qualquer impacto decisivo no aumento de conversões. Igrejas mal localizadas, mas que tinham uma visão evangelística mais agressiva, apresentaram um número crescente de conversões.

5. Uma multiplicidade de opções não melhora necessariamente a eficácia evangelística de uma igreja. Alguns livros de crescimento de igrejas têm caracterizado igrejas eficazes como do tipo “praça de alimentação,” que oferecem um leque amplo e variado de atividades para todos os gostos, como cultos mais tradicionais, cultos jovens, cultos mais informais, concertos, encontro de solteiros e viúvos, etc. A igreja torna-se uma agenciadora de várias opções de atuação. Entretanto, a oferta de variedades não provoca necessariamente o crescimento evangelístico das igrejas, conforme os resultados da pesquisa de Rainer. Um bom número de líderes respondeu negativamente, pelo temor de que, no processo de contextualização dessas atividades, a igreja viesse a acomodar-se às demandas do mundo.

Rainer resume o capítulo dizendo que as igrejas que têm sido melhor sucedidas em alcançar os perdidos são aquelas que têm focalizado no que é básico: pregação bíblica, oração, testemunho intencional, missões e treinamento bíblico na Escola Dominical. Essas igrejas rejeitaram toda metodologia que se desvia desses pontos fundamentais, e abraçaram as que os desenvolvem e aprofundam. Rainer conclui dizendo que um dos elementos fundamentais do evangelismo eficaz dessas igrejas era a pregação bíblica expositiva.”

Made in Brazil
Temas: Teologia, Igreja

Muito interessante uma colocação do Rev. Augustus Nicodemus feita na sua palestra sobre Liberalismo. Leia abaixo e, se possível, ouça toda a palestra disponível no site Monergismo.

O liberalismo nasceu na Europa. E nascido na Europa, breve ele foi para os Estados Unidos e, sem dúvida chegou aqui no Brasil também. Porque o ciclo teológico é assim: nasce na Europa, vai para os Estados Unidos onde fica pior e desce para o Brasil, na pior versão que existe. É o ciclo da teologia. É exatamente assim.

No dia 19/09 publiquei um artigo do Tim Challies com 10 dicas para ler mais e melhor. Naquele artigo, no último item, Challies referia-se a listas de livros de extrema influência na vida de grandes homens de Deus da atualidade.

A lista, em inglês, pode ser vista aqui. É muito interessante ver estas listas. John MacArthur, por exemplo, tem na sua lista de 10 livros, 2 do Dr. Lloyd-Jones e 3 de autores puritanos. A.W.Pink, John Stott e J.I. Packer também aparecem.

Sproul tem 2 de Lutero, 1 de Calvino e 2 de Jonathan Edwards. Mark Dever e seu IX Mark Ministries, apresenta duas listas: uma para leigos e outra para pastores. A biografia de Lloyd-Jones (da autoria de Iain Murray) aparece mais de uma vez, na lista de Dever e de Tom Ascol. Há muitos livros preciosos em todas as listas. Tentemos adquiri-los e lê-los.

Lembro-me de como aprendi a ler em inglês só para poder ler a biografia de Lloyd-Jones - 381 páginas no volume 1 e mais 809 no volume 2. Que benção que foi ler cada linha daqueles livros. As dificuldades foram irrisórias para poder aprender tanto com este grande servo de Deus. Nunca deixemos de valorizar os livros a que temos acesso. Como disse A.A. Hodge: “a Bíblia é uma só, mas são muitas as interpretações”. Perguntemos aos antigos homens de Deus qual é a correta.

É interessante notar que todo grande homem de Deus aprendeu com outros grandes homens de Deus que vieram antes dele. Essa é a maravilhosa dinâmica da Igreja de Cristo, que transcende tempo e espaço. Graças a Deus!

Lloyd-Jones
Temas: Culto, Evangelismo, Música, Testemunho, Pregação

Pior ainda tem sido a incrementação do elemento de entretenimento no culto público - o emprego de filmes e o uso de mais e mais cânticos; a leitura da Palavra e a oração foram drasticamente abreviadas, porém, mais e mais tempo foi sendo consagrado aos cânticos. Já existe um “especialista de música” como se fora uma nova espécie de oficial eclesiástico, e ele conduz os cânticos, e supostamente compete-lhe produzir o ambiente próprio. Porém, ele gasta tanto tempo para produzir o ambiente próprio que não resta tempo para a pregação nesse ambiente. Tudo isso faz parte da depreciação da mensagem.

Então, como se não bastasse, há a apresentação de testemunhos. É interessante observar que à medida que a pregação como tal vem declinando, os pregadores mais e mais se têm utilizado das pessoas para que dêem seus testemunhos; principalmente se são pessoas importantes em qualquer ramo da vida. Dizem que isso atrai as pessoas para o Evangelho, persuadindo-as a dar-lhe ouvidos. Quando se puder encontrar um almirante, um general ou qualquer outra pessoa que tenha um título especial, ou um jogador de futebol, ou um ator, atriz ou estrela de cinema, ou cantor de música popular, ou qualquer outro personagem bem conhecido do público, então que se dê a tal pessoa a oportunidade de dar seu testemunho. Isso é reputado como algo muito mais valioso do que a pregação e a exposição do Evangelho. Vocês já notaram que classifiquei tudo isso sob o termo “entretenimento”? Acredito que todas essas coisas não passam disto. Mas é isso que a Igreja vem procurando, ao mesmo tempo em que tem voltado as costas para a pregação.

Fonte: Pregação e Pregadores - Ed Fiel - p.12

Made in Brazil
Temas: Igreja, Evangelismo

Quero recomendar um ótimo post que li esses dias no blog do Augustus Nicodemus (e também do Solano Portela e do Mauro Meister) em que Augustus oferece Dez Motivos pelos quais Pastores Conservadores Costumam ter Igrejas Minúsculas.

Acredito ser um grave erro ler esse artigo “na defensiva”. Considero-o muito perscrutador e é fundamental que avaliemos a posição reformada brasileira em relação ao evangelismo. Nós, mais do que ninguém, com nossos 5 solas, temos o dever de encontrar cada um dos eleitos de Deus, pregando o verdadeiro Evangelho a toda criatura.

Penso também que o conservadorismo nunca é a resposta. Quem tem sua herança nos reformadores, nos puritanos e em Jonathan Edwards, Charles Spurgeon e Martyn Lloyd-Jones, não tem como ser conservador. O que precisamos é de fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra e uma real entrega de nossas vidas ao serviço da Sua Igreja.