Dezembro de 2007


Recebi hoje um e-mail do irmão Ranieri Maciel Menezes advertindo-me quanto ao uso de algumas imagens iconográficas no site bomcaminho.com (ele falava especialmente de um dos banners da página principal, mas havia pelo menos 4 imagens assim por todo o site).

Apesar das imagens mostrarem a paixão de Cristo de um ângulo em que não figura o rosto (marca maior de identificação de uma pessoa), ainda assim considerei que ele tem razão e por isso fiz adequações no site. Afinal, se até a serpente de bronze feita por Moisés no deserto tornou-se Neustã e foi adorada como ídolo nos tempos dos Reis (2 Reis 18:4), então tudo pode acontecer.

Desta forma, procurarei, daqui para a frente, evitar imagens que mostrem o Senhor de alguma forma direta. Sei que este é um assunto complexo principalmente quando se aborda o material infantil usado nas igrejas, mas é prudente seguir, sem questionar, o segundo mandamento.

Além do mais, é claro que é ridículo representar o Carpinteiro de Nazaré, Segunda Pessoa da Trindade, Filho do Deus Vivo e Rei de todo o Universo como um hippie de saias com um ar efeminado, como os artistas convencionaram retratá-lO. Esta infeliz imagem perpetua-se na mente das pessoas, sendo uma fonte de distração e confusão na adoração ao Senhor.

O irmão também enviou-me o link para um artigo de sua autoria, que recomendo aos irmãos para que leiam e reflitam a respeito.

Como citado por Raniere em seu artigo, a Segunda Confissão Helvética nos faz um lembrete interessante no seu quarto capítulo: “Apesar de Cristo ter assumido a natureza humana, ele não o fez para servir de modelo para escultores e pintores”. É isso aí!

Há anos que venho seguindo o plano de leitura de Robert Murray M’Cheynne, que considero muito bom. A cada ano Salmos e Novo Testamento são lidos 2 vezes e o restante da Bíblia, uma vez. Lê-se aproximadamente quatro capítulos por dia.

Entretanto, estava ouvindo uma pregação de John Piper na qual ele citou qual era o método que ele usava: Discipleship Journal Bible Reading Plan. Investiguei na internet e encontrei o método. Achei bem interessante: 4 leituras por dia, uma dos Evangelhos, uma das cartas e duas do Velho Testamento. As do Novo Testamento são mais curtas, permitindo uma meditação mais profunda nos textos.

Outra coisa interessante é que o mês só tem 25 dias, de forma que sempre sobra alguns dias para colocar em dia as leituras quando há algum atraso (o que ocorre freqüentemente comigo e com a maioria das pessoas). Perder o compasso é muito frustrante e o plano leva isso em consideração.

Pode ser iniciado a qualquer momento do ano e a Bíblia inteira é lida em um ano. Comecei a fazer e tenho gostado muito. Recomendo a todos. Há pessoas que não gostam de seguir planos que dividem capítulos no meio. Considero isso uma questão de preferência pessoal e lembro que nem capítulos e nem versículos são inspirados. Stephen Langton inseriu os capítulos em uma edição da Vulgata Latina em 1205 e Robert Estienne inseriu versículos em cada capítulo em 1551 (Novo Testamento) e 1571 (Velho Testamento).